"Deixai vir a mim os pequeninos, porque deles é o reino
dos céus"
Mateus 19:14
Adoção - Toda Criança tem direito a uma família
ATENÇÃO.
O ORFANATO NÃO CUIDA DA ADOÇÃO DAS CRIANÇAS.
PARA
ADOÇÃO, PROCURE A VARA DA INFÂNCIA DE SUA CIDADE.
Uma família é tudo o que elas sonham
Publicado no Dia 24/05/2008 –
Jornal Correio da Tarde (Correio Natal) - Allan Darlyson e Katarina das
Vitórias
O sonho de ter
uma família faz parte da vida de dezenas de crianças que esperam a adoção em
orfanatos e abrigos do Rio grande do Norte. O preconceito de alguns
postulantes a pais adotivos com relação às maiores de dois anos atrapalha o
sistema previsto pela lei. Mas uma criança do orfanato Lírio do Vale, em
Macaíba, com quatro anos de idade, mostrou que essa história pode ser
revertida.
Juninho, como é conhecido o menino José Marcondes Junior, chegou ao orfanato
aos três anos, com muitos ferimentos, vestígios de maus tratos e risco de
morte. Ele foi levado ao abrigo depois de ser espancado pelos pais, que,
drogados, segundo o conselho tutelar de Macaíba, não tinham as menores
condições de educar o filho.
O pastor e diretor do Lírio do Vale, Francisco de Assis Pereira Moura, há
três anos à frente da instituição, contou que apesar de não ser
recém-nascido, Juninho foi disputado por três famílias brasileiras e uma
portuguesa, às quais querem tê-lo como filho.
"A família portuguesa é a mais interessada nele, duas brasileiras já
desistiram em favor dela. Agora o casal de Portugal aguarda a desistência de
mais uma para ficar com a criança", contou o pastor. A crianças aguardam o
resultado do processo judicial, mas já tem a garantia de que ganharão uma
nova família em breve.
O sonho frustrado
Em muitos casos, no entanto, as
crianças dos orfanatos não têm a mesma sorte que Juninho. É a situação da
estudante Jucileide Almeida de Lima, 19 anos, que chegou ao orfanato com
sete e não conseguiu uma família fora do abrigo. Ela, atualmente, trabalha
como voluntária na instituição em que cresceu, até que possa seguir em
frente por meios próprios.
O diretor do orfanato disse que, de acordo com a lei, a instituição só deve
manter os internos até os 18 anos, mas continua o trabalho realizado na
criação desses novos adultos. "Depois da maioridade, os que vivem aqui ficam
como voluntários. Trabalham na criação das outras crianças. Nosso propósito
é que essas crianças, encontrem, acima de tudo, felicidade", declarou.
O sorriso das crianças
Os abrigos acolhem crianças e
adolescentes que passavam por situações difíceis fora dele, como
espancamento, maus tratos, fome. De acordo com o diretor do Orfanato Lírio
do Vale, às vezes os próprios internos não querem sair do local quando
conseguem uma nova família, com medo do que possa acontecer lá fora.
As meninas Elizabete, Rafaela, Maria e Rebeca, com uma média de quatro anos,
já passaram por esse tipo de experiência, mas apesar de pequenas já mostram
grande esperança em um futuro com uma nova família. O internos mais novo é
Pedro, 2 anos, que chegou em um estado desconfortável. O menino nasceu na
comunidade de Capoeira, em Macaíba, e devido à pobreza e total falta de
condições de manter uma criança, o conselho tutelar entregou a criança para
adoção. Pedro tem mais nove irmãos na mesma situação, mas que permanecem com
a família.
10% das crianças que vivem em
orfanatos podem ser adotadas
Cerca de oito mil crianças e
adolescentes estão aptas à adoção, segundo pesquisa do Instituto de
Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea). O cadastro nacional reunirá dados com
perfis de crianças e possíveis pais adotivos. Documentos, entrevistas e
avaliação psicológica fazem parte do passo a passo para quem pretende adotar
uma criança ou adolescente no país. Segundo relatório do Ipea, 80 mil
crianças e adolescentes vivem em abrigos no Brasil e 10% estão aptas para
adoção. A maioria ainda está em fase de avaliação pela Justiça e pode voltar
ao convívio com sua família de origem.
Cadastro facilita processo de
adoção
O número de adoções em Natal cresce
com o passar dos anos e esta evolução deve ser favorecida com o Cadastro
Nacional de Adoção (CNA), sistema criado para possibilitar a uniformização
das informações relativas à adoção no Brasil e a formação de um amplo
diagnóstico, lançado no último dia 29 de abril, cujo órgão gestor é o
Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O juiz da 2ª Vara da Infância e Juventude da comarca de Natal, Sérgio
Roberto do Nascimento Maia, informou que, em 2006, 13,8 processos de adoção
ocorria por mês, na cidade. Em 2007, este índice subiu para 16 e a
expectativa para 2008 é de que chegue a marca dos 20.
"Hoje, a vontade de adotar crianças está maior. Os casais procuram adotar
não somente quando não podem ter filhos por problemas biológicos. Na maioria
dos casos, atualmente, pessoas que já têm filhos também optam pela adoção",
observou.
O problema é que as preferências específicas ainda prevalecem. As meninas
são mais procuradas do que os meninos. Crianças a partir dos quatro anos de
idade, negras ou portadoras de necessidades especiais enfrentam mais
dificuldades para saírem dos abrigos e encontrarem uma nova família.
CNA
O sistema será implantado nas varas
da Infância e da Juventude até o mês de julho. Os dados estarão inseridos no
sistema em seis meses. A Vara da Infância é o primeiro local que os
interessados em adoção devem procurar para iniciar o processo.
Quando estiver implantado, o CNA fornecerá informações sobre o número de
crianças e adolescentes sob a tutela do estado, quantidade e localização de
casais habilitados a adotar em todas as regiões, perfis completos e dados
sobre os abrigos.
Segundo o CNJ, o procedimento para quem pretende adotar uma criança
continuará o mesmo, mas os juízes terão acesso ao cadastro nacional para
facilitar que casais encontrem crianças com seu perfil.
Demora
Atualmente, no Brasil, um processo
de adoção pode durar, em média, quatro anos. A maioria dos cadastros está
restrita aos municípios ou, em poucos casos, a um banco de dados estadual.
Com o cadastro, perfis de crianças e casais serão cadastrados e procurados
em todo o sistema, o que vai facilitar na procura e encontro do perfil
desejado.
O caminho da adoção
Segundo Benedito Rodrigues dos
Santos, secretário-executivo do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e
do Adolescente (Conanda), o processo de adoção não é padronizado no país.
"No primeiro momento, os interessados procuram a Vara da Infância e da
Juventude mais perto de casa. Em seguida, eles passam por uma entrevista. O
terceiro passo é a apresentação dos documentos necessários".
Santos disse ainda que depois de analisada a documentação, os interessados
passam por uma nova entrevista. "Desta vez, um assistente social vai até a
casa do adotante para conhecer melhor a rotina dele. Depois disso, é
iniciado o processo de escolha da criança. Feito isso, se for o caso, é dada
a guarda temporária da criança para o adotante. Esse é o período de
experiência e de avaliação."
De acordo com o secretário-executivo do Conanda, se o adotante for aprovado,
é iniciado o processo na Justiça. "É quando o procedimento começa
efetivamente. Tudo se encerra com a sentença do juiz aprovando ou não a
adoção", disse Santos.
Números Brasil
8 mil crianças esperam por um lar
adotivo
58% dos brasileiros acreditam que a adoção é a melhor maneira de ajudar
crianças e adolescentes que vivem em abrigos.
42,3% optariam por ajudar crianças e adolescentes em abrigos por meio de
auxílio financeiro.
34,8% não estariam dispostos a ajudar.
15,5% enfrentariam um processo para adotar uma criança
F.A.Q. - Perguntas e Respostas
mais Freqüentes
Quem pode adotar?
. Adultos com mais de 21 anos, independentemente do estado civil (pode ser
solteiro, casado, divorciado, ou viver em concubinato).
. Qualquer pessoa que seja pelo menos 16 anos mais velha que a criança a
quem pretende adotar.
Quem não pode adotar?
. Menores de 18 anos. Os avós ou irmãos da criança pretendida. Nesse caso,
cabe um pedido de guarda ou tutela, que deverá ser ajuizado na Vara de
Família da cidade onde residem. O tutor não pode adotar tutelado.
Casos especiais
. Justiça não prevê adoção por homossexuais. Neste caso, a autorização fica
a critério do juiz responsável pelo processo.
Quem pode ser adotado?
. Crianças e adolescentes com até 18 anos a partir da data do pedido de
adoção, órfãos de pais falecidos ou desconhecidos.
. Crianças e adolescentes cujos pais tenham perdido o pátrio poder ou
concordem com a adoção.
. Maiores de 18 anos também podem ser adotados. De acordo com o novo Código
Civil, a adoção depende de sentença de juiz.
. Crianças e adolescentes com 16 anos a menos que
o adotante.
. Só podem ser colocados para adoção as crianças e adolescentes que já
tiveram todos os recursos esgotados no sentido de mantê-los no convívio com
a família de origem.
Documentação necessária
- RG e comprovante de residência;
- Cópia autenticada da certidão de casamento ou nascimento;
- Carteira de Identidade e CPF dos requerentes;
- Cópia do comprovante de renda mensal;
- Atestado de sanidade física e mental;
- Atestado de idoneidade moral assinado por duas testemunhas, com firma
reconhecida;
- Atestado de antecedentes criminais.
Orfanato Lírio do Vale - Abrigo de Crianças em Situação de Risco - Macaíba - Parnamirim - Natal - RN
Orfanato Lírio do Vale - Abrigo de Crianças em Situação de Risco - Macaíba - Parnamirim - Natal - RN
Rua Uruaçú N° 50 - Caixa Postal 01 - São José -
Macaíba - RN - Brasil
CEP: 59280-000 Tel.: (84) 3271-1900
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